Vereadores aprovam mudança que altera cálculo do IPTU em Pindamonhangaba
Projeto foi aprovado por 6 votos a 5 e deve aumentar o valor do IPTU para 96,7% dos imóveis da cidade em 2026.
Os vereadores de Pindamonhangaba aprovaram, na tarde desta terça-feira, 18, em sessão única na Câmara Municipal, o projeto de lei que revisa a Planta Genérica de Valores (PGV) do município. A proposta, enviada em regime de urgência pelo prefeito Ricardo Piorino, do PL, no dia 7 de novembro, recebeu seis votos favoráveis e cinco contrários. A sessão teve protesto de moradores.
Com a aprovação, o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deve subir para 96,7% dos imóveis a partir de 2026. Segundo a prefeitura, dos 91 mil carnês previstos para o próximo ano, cerca de 3 mil terão redução, enquanto os demais apresentarão aumento. A administração estima arrecadar R$ 22 milhões a mais com a atualização.
A Planta Genérica de Valores é o instrumento utilizado para determinar o valor venal dos imóveis, base de cálculo do IPTU. O projeto prevê que o valor venal será formado pela soma do valor do terreno e da construção. No caso dos terrenos, serão considerados fatores como área, topografia e características do solo. Para as construções, entram critérios como padrão, estado de conservação e área construída. A prefeitura informou que publicará decreto com os valores por bairro.
Os reajustes serão aplicados de forma escalonada, com limite de até 25% ao ano.
Na justificativa enviada ao Legislativo, o prefeito argumentou que a PGV está sem revisão desde 1997, o que teria provocado distorções na tributação imobiliária. A administração também citou a necessidade de equilíbrio tributário e orientações do Tribunal de Contas do Estado. Revisões semelhantes já ocorreram em outras cidades da região, como São José dos Campos e Taubaté.
Veja como votou cada vereador:
A favor da revisão da PGV:
Carlos Moura – Magrão (PSD)
Felipe César Filho – FC (PL)
Gari Abençoado (Republicanos)
Marco Mayor (PL)
Prof. Everton (Republicanos)
Prof. Felipe Guimarães (Podemos)
Contra a revisão da PGV:
Ana Paula Goffi (União)
Gilson Nagrin (PL)
Norberto Moraes (PP)
Renato Cebola (União)
Rogério Ramos (Podemos)