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Política

Situação do HMUT é discutida em oitiva na Câmara de Taubaté

A Câmara de Taubaté realizou oitiva na segunda-feira, 8, com o secretário de saúde, Carlo Guilherme, e o diretor médico do Hospital Municipal Universitário (HMUT), Ruy Felipe Melo Viegas, para tratar do atendimento na unidade de saúde

Sarah Molica | Data: 08/12/2025 14:22

A Câmara de Taubaté realizou oitiva na segunda-feira, 8, com o secretário de saúde, Carlo Guilherme, e o diretor médico do Hospital Municipal Universitário (HMUT), Ruy Felipe Melo Viegas, para tratar do atendimento na unidade de saúde. Um representante do Grupo Chavantes também foi convocado, mas não compareceu.

O vereador Richardson da Padaria (União) explicou que a convocação foi feita devido à necessidade de explicações sobre a falta de insumos básicos e essenciais ao atendimento médico, o cancelamento frequente de cirurgias eletivas e de urgência, o empréstimo contínuo de materiais e equipamentos de outros hospitais da região e a desativação de leitos de UTI.

Sobre a falta de insumos, o diretor do HMUT atribuiu ao aumento da demanda no hospital.

“Faltam insumos, alguns com certa frequência, e isso pode ser reflexo da extrema ação do hospital. Aumentamos muito o número de atendimentos, o fluxo aumentou, então o consumo aumentou, impactando o abastecimento deste material. A gente tem solicitado empréstimos para outras unidades, que têm nos cedidos insumos, e à medida que chegam novos insumos, fazemos a devolução”, explicou Ruy.

Segundo ele, o hospital recorre a empréstimos com a Universidade de Taubaté ou outras unidades de saúde sempre que é necessário garantir o atendimento ao paciente.

“Meu papel é garantir assistência. Se falta uma fralda, eu vou atrás para conseguir fralda; se preciso de aparelho de glicemia, eu consigo com o Departamento de Medicina; se preciso de papel sulfite, eu consigo na Universidade. A gente tem conseguido segurar desta forma. A assistência através de empréstimos não é nenhum pecado! Há sim um problema de abastecimento, mas é resolvido com prazo de tempo”, disse Ruy.

A ausência de representantes da Chavantes levou o vereador Richardson da Padaria a lamentar a lacuna nas explicações sobre a falta de insumos e o cancelamento de consultas no HMUT. 

“Isso mostra a falta de compromisso da Chavantes com a Câmara, para responder sobre o contrato, a falta de insumo, o fechamento de unidades UTI e o empréstimo de insumos. Infelizmente, não mandaram ninguém. A gente vai estar com a Comissão de Saúde presencialmente no HMUT, acompanhando os detalhes dos contratos, as prestações de serviços, para que a gente resolva essa situação. Uma empresa que realiza serviços a mais de R$100 milhões, não entregar o serviço, precisa sair do município urgente”, disse Richardson.

Apesar disso, ele destacou o empenho de médicos e enfermeiros na unidade de saúde.

Morte

Em relação ao caso de uma mulher de 30 anos que faleceu na recepção do hospital no dia 28 de novembro, o secretário de saúde afirmou que há uma sindicância em andamento para investigar a ocorrência e apurar as responsabilidades.

Carlo Guilherme acrescentou que há uma comissão dentro da Prefeitura que está analisando a situação do Hospital Universitário e o contrato com a Chavantes, “que não está sendo cumprido em sua totalidade”. Segundo ele, a morte da jovem não foi determinante para essa revisão, porém, “pesou na consciência” sobre os deveres e obrigações perante à população.

Os vereadores Ariel Katz e Neneca Luiz Henrique, do PDT, Jessé Silva (Podemos), João Henrique Dentinho (PP), Nicola Neto (Novo) e Rodson Lima Bobi (PRD) participaram da oitiva. 

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