Sindicato volta a cobrar solução para crise da Avibras em reunião com Geraldo Alckmin
Vice-presidente afirma que governo negocia contrato de R$ 900 milhões com o Exército para retomada da empresa em março
O impasse envolvendo a Avibras Indústria Aeroespacial,
considerada a principal fabricante bélica do país, voltou a ser pauta em
Brasília. Em reunião realizada nesta quinta-feira (29), o Sindicato dos
Metalúrgicos de São José dos Campos e Região reforçou ao vice-presidente da
República, Geraldo Alckmin, a necessidade de liberação de recursos para
garantir a retomada das atividades da empresa, paralisada desde 2022.
Durante o encontro, Alckmin informou que o governo federal
está empenhado em fechar um contrato de R$ 900 milhões, válido por cinco anos,
entre o Exército e a Avibras. A confirmação deve ocorrer até o fim das
negociações em andamento entre o Sindicato e a direção da empresa, que tratam
do pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas. A previsão é que a fábrica
volte a operar em 16 de março.
O Sindicato foi representado pelo presidente Weller
Gonçalves e pelo diretor Lucas Francelino. A CSP-Conlutas também participou da
reunião, por meio do assessor Eduardo Zanata.
Esta foi a terceira reunião entre o Sindicato e Alckmin
desde o início da crise na Avibras. A última ocorreu em maio de 2023, quando já
se discutia a possibilidade de um contrato emergencial para socorrer a empresa,
sem avanços concretos.
Em 2024, o presidente do Sindicato entregou pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta solicitando intervenção do governo federal em favor dos trabalhadores. O documento foi entregue durante cerimônia na Embraer e detalhava a gravidade da situação enfrentada pelos empregados da Avibras.

Segundo Weller Gonçalves, a luta pela sobrevivência da
empresa já dura quatro anos.
“Defendemos a estatização da Avibras. Se o governo não
assumir a empresa, tem de pelo menos garantir os contratos para que a fábrica
seja retomada. A geração de empregos e o pagamento das dívidas com os
trabalhadores é mais do que obrigação. Seguiremos cobrando até que as promessas
sejam cumpridas”, afirmou.