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Política

Sindicato volta a cobrar solução para crise da Avibras em reunião com Geraldo Alckmin

Vice-presidente afirma que governo negocia contrato de R$ 900 milhões com o Exército para retomada da empresa em março

Isabella Pelogia | Data: 29/01/2026 12:32

O impasse envolvendo a Avibras Indústria Aeroespacial, considerada a principal fabricante bélica do país, voltou a ser pauta em Brasília. Em reunião realizada nesta quinta-feira (29), o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região reforçou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a necessidade de liberação de recursos para garantir a retomada das atividades da empresa, paralisada desde 2022.

Durante o encontro, Alckmin informou que o governo federal está empenhado em fechar um contrato de R$ 900 milhões, válido por cinco anos, entre o Exército e a Avibras. A confirmação deve ocorrer até o fim das negociações em andamento entre o Sindicato e a direção da empresa, que tratam do pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas. A previsão é que a fábrica volte a operar em 16 de março.

O Sindicato foi representado pelo presidente Weller Gonçalves e pelo diretor Lucas Francelino. A CSP-Conlutas também participou da reunião, por meio do assessor Eduardo Zanata.

Esta foi a terceira reunião entre o Sindicato e Alckmin desde o início da crise na Avibras. A última ocorreu em maio de 2023, quando já se discutia a possibilidade de um contrato emergencial para socorrer a empresa, sem avanços concretos.

Em 2024, o presidente do Sindicato entregou pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta solicitando intervenção do governo federal em favor dos trabalhadores. O documento foi entregue durante cerimônia na Embraer e detalhava a gravidade da situação enfrentada pelos empregados da Avibras.

Segundo Weller Gonçalves, a luta pela sobrevivência da empresa já dura quatro anos.

“Defendemos a estatização da Avibras. Se o governo não assumir a empresa, tem de pelo menos garantir os contratos para que a fábrica seja retomada. A geração de empregos e o pagamento das dívidas com os trabalhadores é mais do que obrigação. Seguiremos cobrando até que as promessas sejam cumpridas”, afirmou.

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