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Política

Presidente da câmara de Ubatuba se manifesta sobre enquete de empréstimo de 170 milhões de reais

Decisão foi anunciada após confirmação de manipulação de votos na enquete pública sobre o projeto do novo hospital municipal

Francisco Trevisan | Data: 09/10/2025 13:09

O presidente da Câmara Municipal de Ubatuba, vereador Gady Gonzalez, anunciou nesta quarta-feira (8) que o projeto de empréstimo de R$ 170 milhões não será colocado em pauta enquanto não for concluído o inquérito policial que apura a fraude na enquete pública realizada pela Casa de Leis.

Em comunicado publicado nas redes sociais, Gady classificou como crime a tentativa de manipulação da opinião popular por meio do ataque cibernético que adulterou os resultados da votação.

“Nosso compromisso é com a transparência e com a democracia. Não aceitaremos que a participação popular seja desrespeitada”, afirmou o presidente.

O caso veio à tona após relatório técnico identificar a inclusão de 239 votos fraudulentos, todos em favor da opção “SIM”, o que representou 14,7% do total de participações. Com a exclusão dos votos irregulares, o resultado real apontou maioria contrária ao empréstimo: 790 votos pelo “NÃO” (57,66%) contra 580 pelo “SIM” (42,34%).

Segundo o levantamento, os acessos suspeitos partiram de 15 endereços de IP diferentes, concentrados entre os dias 27 e 28 de setembro. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Ubatuba, acompanhado do relatório forense que detalha a fraude.

Enquanto o inquérito estiver em andamento, Gady Gonzalez garante que o projeto não será votado, reforçando o clima de cautela em torno da proposta, que prevê o financiamento da construção de um novo hospital municipal.

O Legislativo informou ainda que está colaborando com as investigações e que reforçou a segurança digital de suas plataformas, implementando autenticação por CPF, validação de IP, sistemas de Captcha e limitação de acessos para evitar novos ataques.

“Faremos todo o possível para que os responsáveis respondam judicialmente e para que a voz do povo seja respeitada”, reiterou o presidente da Câmara.

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