Presidente da Câmara de Silveiras é acusado de agressão por procuradora do Legislativo
Ocorrência foi registrada nesta segunda, 24 de novembro, e Polícia Militar acompanhou a servidora até a Delegacia
A procuradora da Câmara Municipal de Silveiras registrou um boletim de ocorrência nesta segunda, 24 de novembro, após afirmar ter sido agredida pelo presidente do Legislativo, vereador Marco Aurélio Gonçalves Ferreira Diniz, PL, dentro do prédio da Casa.
Segundo o registro policial, a servidora relatou que ao chegar ao trabalho cumprimentou os colegas, mas não recebeu resposta. Ela informou ter estranhado o fato de documentos sob sua responsabilidade não terem sido repassados como de costume. Ao procurar o setor de administração, afirmou ter pedido que situações que considera assédio fossem registradas em ata, o que não foi atendido.
A procuradora então procurou o assessor de Relações Institucionais, Israel Cardoso Rocha Lemos, solicitando que ele contactasse o presidente da Câmara. De acordo com o boletim, Marco Aurélio compareceu à repartição e convocou os funcionários para uma reunião, sem a presença da vítima.
No documento, a procuradora afirma que, ao solicitar acesso à sala da Presidência para concluir trabalhos, o presidente deixou a reunião e, na porta da sala, dirigiu-se a ela dizendo que não a “aguentava mais”, momento em que, segundo a vítima, ele a empurrou. O assessor Israel teria contido a situação.
Após o episódio, a servidora acionou a Polícia Militar e o Conselho de Prerrogativas da OAB. Ela relatou ainda que o vereador Zé Ritinha pediu ao presidente que se afastasse do local. A equipe da PM acompanhou a procuradora até a Delegacia, onde ela formalizou o desejo de representar criminalmente contra Marco Aurélio.
O vereador Marco Aurélio, por meio de nota, afirma que o caso não passa de “deturpação de um conflito interno entre servidores” e classifica a denúncia como “armação da oposição”. Segundo ele, a servidora já teria apresentado “diversos registros anteriores” contra outros colegas e gestores desde 2018, o que, conforme ele, configuraria um padrão de comportamento. Ele também diz que a denúncia visa “transformar uma frustração de expectativa pessoal em crise política” e que, por isso, registrou boletim de ocorrência por “denunciação caluniosa e calúnia”.
O parlamentar garante inocência e afirma que os demais servidores presentes no momento dos fatos estariam dispostos a testemunhar que não houve agressão. Segundo ele, o episódio se resumiu a uma tentativa de mediação de conflito interno, não há uma agressão física.