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Política

Base do prefeito rejeita audiência proposta pela oposição e aprova debate sobre violência contra a mulher sob comando governista em Taubaté

Vereadores Talita e Issac tiveram pedido barrado pela segunda vez; clima esquentou no plenário e houve críticas à condução da liderança do governo

Sarah Molica | Data: 11/02/2026 10:58

A base aliada ao prefeito de Taubaté, Sérgio Victor, voltou a rejeitar, pela segunda vez consecutiva, o pedido dos vereadores Talita e Issac para a realização de uma audiência pública sobre violência contra a mulher. A decisão gerou novo embate no plenário e acirrou o clima entre no âmbito legislativo.

De acordo com os parlamentares da oposição, o requerimento tinha como objetivo ampliar o debate e abrir espaço para a sociedade discutir políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. No entanto, a maioria governista votou contra a proposta.

Na mesma sessão, a base aprovou uma outra audiência pública sobre o mesmo tema, desta vez de autoria da vereadora Zelinda, com organização sob responsabilidade dos vereadores alinhados ao governo.

O vereador Alberto Barreto defendeu a decisão da maioria e afirmou que o tema não pertence a um único parlamentar ou grupo político. Segundo ele, a pauta precisa ser debatida de forma ampla e com visões divergentes. Barreto destacou que já foram realizadas três audiências públicas sobre o assunto — uma presidida pela vereadora Elisa, outra por Talita e a última sob sua condução, a pedido da Comissão de Justiça e Redação, composta por ele, Dentinho e Vivi da Rádio. De acordo com o parlamentar, essa audiência teve como foco discutir possíveis inconstitucionalidades e erros técnicos identificados no projeto do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Ele também afirmou que a vereadora Zelinda teria histórico de atuação na pauta e, por isso, tem legitimidade para conduzir o novo debate, que, segundo garantiu, será amplo e fundamentado.

Já o vereador Moisés Pirulito criticou duramente a rejeição do requerimento da oposição. Ele afirmou ter votado favoravelmente nas duas ocasiões, mas declarou que a minoria foi novamente derrotada por articulação política da base. Para Pirulito, a audiência pública é uma ferramenta legítima do vereador para garantir participação popular e aprofundar o debate de políticas públicas. Segundo ele, barrar pela segunda vez a discussão de um plano considerado essencial transmite um “recado perigoso” e empurra para a invisibilidade um problema grave e urgente. O parlamentar afirmou ainda que dará publicidade ao que ocorreu na sessão, levando o debate às redes sociais, e reafirmou que seguirá defendendo políticas públicas efetivas, com orçamento, metas e fiscalização.

O vereador Isaac do Carmo também se manifestou e classificou a decisão da maioria como “um verdadeiro absurdo”. Para ele, a rejeição da audiência representa uma afronta às mulheres, especialmente diante do atual cenário de violência. Isaac questionou como explicar à população feminina que a Câmara aprovou uma lei municipal voltada à ressocialização do agressor, mas ainda não votou o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Segundo o parlamentar, a situação demonstra descaso e omissão por parte da maioria dos vereadores.

Durante a sessão, o clima ficou tenso, refletindo o racha entre situação e oposição sobre a condução do tema.

A reportagem mantém espaço aberto para novas manifestações dos vereadores citados e da base governista.

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