Futebol do Vale amarga derrotas e sinal de alerta acende na Série A2
Derrotas de Taubaté e São José colocam os dois representantes da região nas últimas colocações na Série A2 e Clássico do Vale, na 8ª rodada, é antecipado para sexta-feira, dia 7 de fevereiro, no Joaquinzão.
A quarta rodada da Série A2 do Campeonato Paulista foi marcada por um balde de água fria para os torcedores do Vale do Paraíba, com Taubaté e São José sofrendo derrotas dolorosas fora de seus domínios na última quarta-feira (21).
O Burro da Central viajou até a capital paulista e, apesar de uma partida movimentada, acabou superado pelo Juventus por 3 a 2 na tradicional Rua Javari. Simultaneamente, a Águia do Vale não conseguiu segurar o ímpeto do Osasco Sporting, retornando para casa com um revés por 2 a 1 no placar. Esses tropeços aumentam drasticamente a pressão sobre as comissões técnicas, evidenciando falhas defensivas que precisam de correção imediata para que o sonho do acesso não se transforme precocemente em uma luta desesperada contra o descenso.
O impacto direto desses resultados negativos é visível na tabela de classificação, onde a situação regional começa a preocupar seriamente. O São José estacionou nos três pontos e ocupa agora a 13ª colocação, enquanto a situação do Taubaté é ainda mais crítica: o clube amarga a 15ª posição, figurando dentro da zona de rebaixamento. O Burro da Central tem a mesma campanha do Grêmio Prudente (4j - 0v - 3e - 1d - 5gp - 6gc - saldo: -1g). O Taubaté figura na penúltima posição pelo resultado da última rodada, onde perdeu pra o Juventus e o Prudente empatou com o Sertãozinho (Futebol Interior).
A chance de reabilitação para ambos acontece já neste sábado (24), quando as duas equipes jogam diante de suas torcidas. O Esporte Clube Taubaté recebe a Ferroviária no Joaquinzão, às 15h, enquanto o São José Esporte Clube enfrenta o Monte Azul no Estádio Martins Pereira, às 19h. Somar três pontos nestes confrontos é vital para dar fôlego aos elencos e afastar o fantasma da degola que ronda o futebol regional neste início de temporada.
No entanto, o confronto mais aguardado por toda a região é o Clássico do Vale, válido pela 8ª rodada, que promete ser o grande divisor de águas para os dois clubes no torneio.
O dérbi teve sua data oficialmente alterada pela Federação Paulista de Futebol, atendendo a um pedido da Polícia Militar devido aos eventos de Carnaval, e será disputado na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, no Estádio Joaquim de Moraes Filho, às 19h30.
Este embate direto, além da histórica rivalidade centenária, carrega um peso estratégico imenso, podendo servir como a arrancada necessária para o G-8 ou o mergulho definitivo em uma crise técnica profunda. Até lá, cada minuto em campo nas rodadas intermediárias será uma preparação de nervos para o jogo que para a região e define o orgulho do futebol valeparaibano.
TORCIDA DA ÁGUIA PROTESTA E PEDE SAÍDAS DE SIDCLEY E MARCELO MARELLI

A torcida do São José, que sempre garante os melhores públicos das competições e acompanha o time onde quer que ele jogue, cobrou publicamente a saída do executivo de futebol Sidiclei Menezes e do técnico Marcelo Marelli após a derrota por 2 a 1 para o Osasco. O protesto ocorre após três derrotas em quatro jogos na temporada 2026.
Inconformada com o desempenho da equipe, a Mancha Azul divulgou uma nota oficial exigindo a saída dos dois. No manifesto a torcida afirma que os primeiros jogos da temporada mostram um time “mal treinado e sem padrão”, além de falta de perspectiva para a sequência da competição. Outro ponto destacado pela Mancha Azul é o contraste entre o desempenho do elenco profissional e o time que disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Segundo a torcida, os jogadores mais jovens demonstraram mais comprometimento, raça e respeito à camisa do que atletas experientes do elenco principal.
A nota também relembra a derrota na estreia contra o Linense, quando, segundo os torcedores, os jogadores não agradeceram o apoio da torcida que percorreu mais de 500 quilômetros para acompanhar a partida fora de casa.
Além das críticas ao desempenho esportivo, a torcida questiona questões administrativas. Entre elas, o aumento no valor do programa Sócio-Torcedor sem a entrega de benefícios proporcionais, o preço dos uniformes e a indefinição em relação à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que, segundo o manifesto, ainda não foi assinada pelo empresário Oscar.
Até o momento, a diretoria do São José – ou a SAF – não se manifestou oficialmente sobre as cobranças feitas pela torcida organizada.