“Divisor de águas”: Clubes paulistas celebram fôlego financeiro com patrocínio da Rivalo
Acordo coletivo mediado pela FPF garante repasses históricos para 46 equipes das divisões de acesso; Taubaté e times da região projetam temporada 2026 com maior estabilidade.
O clima nos bastidores dos clubes das Séries A2, A3 e A4 do Campeonato Paulista é de otimismo renovado para a temporada 2026. A consolidação do acordo entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a casa de apostas Rivalo.bet, anunciada nesta quarta-feira (24), é classificada por dirigentes como o maior movimento de sustentabilidade financeira da história das divisões de acesso do estado.
O modelo de negócio, que centraliza a comercialização de propriedades de 46 clubes, garante que equipes de menor orçamento recebam fatias de um contrato de patrocínio que, individualmente, dificilmente conseguiriam negociar.
Entre os beneficiados diretos no Vale do Paraíba, o Esporte Clube Taubaté terá, segundo fontes ouvidas pelo T7 News Jornalismo, aporte proveniente da parceria com a Rivalo será milionário para a disputa da Série A2 em 2026. O valor é considerado fundamental para o fechamento da folha salarial e o planejamento logístico da equipe.
IMPACTO NO INTERIOR
Para times tradicionais como o União Barbarense e o Rio Branco, a parceria traz o que os gestores chamam de "segurança orçamentária". Com a Série A4 passando a se chamar oficialmente Paulistão A4 Rivalo, o valor da marca das competições subiu, atraindo novos parceiros locais que pegam carona na visibilidade nacional do acordo.
“É uma mudança de paradigma. Pela primeira vez, o mercado de apostas, agora totalmente regulamentado, chega com força para apoiar a base do futebol, e não apenas os clubes da Série A”, afirmou um dirigente de um clube da Série A3, que pediu para não ser identificado.
SEGURANÇA JURÍDICA
A repercussão positiva também se deve ao novo cenário das apostas no Brasil em 2025. Com a operação da Rivalo devidamente licenciada pelo Ministério da Fazenda, os clubes sentem-se seguros para exibir a marca em seus uniformes e placas de publicidade, sem os riscos jurídicos que rondavam o setor em anos anteriores.
A FPF reforça que este modelo de "venda coletiva" fortalece a competitividade do torneio. Para o torcedor, o resultado deve ser visto dentro de campo: equipes mais equilibradas financeiramente conseguem manter seus elencos por mais tempo e investir em infraestrutura, elevando o nível técnico do futebol paulista de ponta a ponta.