Conselho de Cultura e prefeitura rebatem acusação de demonização feita por vereador Dentinho
O vereador apresentou requerimento questionando se há algum movimento de demonização, intolerância e preconceito a eventos populares e culturais de cunho religiosos
O vereador Dentinho (PP) apresentou requerimento (n.º 1355/2025) à Prefeitura Municipal de Taubaté questionando se há “movimento de demonização, intolerância e preconceito a eventos populares e culturais de cunho religiosos por parte da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, de membros do Conselho Municipal de Cultura ou de agentes e artistas cadastrados na referida Secretaria; se a Secretária concorda com esse movimento e se o senhor Prefeito municipal, pessoalmente, também concorda com esse movimento, visto não tomar atitude contrária”.
A Prefeitura, por meio de memorando, primeiramente estabeleceu definição dos termos “demonização, intolerância e preconceito”; afirmou que a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e seus membros baseiam suas ações pelos princípios norteadores da administração pública, conforme estabelecido na Constituição Federal e na Lei Orgânica do Município de Taubaté; e reiterou que não há qualquer movimento de demonização, intolerância e preconceito a eventos populares e culturais de cunho religioso e que tal conduta destoa fundamentalmente dos princípios que norteiam a pasta, além de se posicionar contra qualquer tipo de intolerância, racismo, xenofobia ou qualquer forma de discriminação.
O Conselho Municipal de Cultura também se manifestou por meio de rede social, com o Ofício CMC 32/2025, que diz: “O Conselho Municipal de Cultura de Taubaté, representado por todos seus conselheiros, esclarece que repudia qualquer movimento ou ação de intolerância religiosa. Sendo a instância de representação da sociedade civil na gestão pública da cultura municipal; o conselho não comporta ataques ao direito de liberdade religiosa, assim como preza pela salvaguarda da liberdade de crenças e pelo livre exercício de cultos religiosos”.
Dentinho apresentou o requerimento após receber críticas a respeito de sua conduta em promover eventos de cunho religiosos.