Alckmin destaca potencial de parcerias entre Brasil e Estados Unidos após missa em Aparecida
Presidente em exercício afirmou que negociações comerciais avançarão após conversa entre Lula e Trump e ressaltou a importância da fé na Basílica de Nossa Senhora Aparecida
Após participar da missa solene da Festa de Nossa Senhora Aparecida, na manhã deste domingo, 12 de outubro, no Santuário Nacional, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), destacou o potencial de parcerias entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, as negociações comerciais devem avançar após o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, realizado na última segunda-feira, 6 de outubro.
“Tem muita possibilidade de parceria entre Brasil e Estados Unidos. Há 4.000 empresas americanas no Brasil trabalhando, gerando emprego e renda. O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, é o sétimo país mais populoso e o quinto em extensão territorial. Há muitas oportunidades de parceria aqui”, afirmou Alckmin no Santuário Nacional.
O presidente em exercício comentou sobre a expectativa para a rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos, ressaltando que boa parte das exportações brasileiras já não sofre tarifas elevadas. Ele explicou que 42% das exportações para os EUA têm alíquotas de 0% ou 10% e que produtos como celulose, ferro e níquel já estão isentos. “Semana passada, a madeira serrada e macia, que estava em 50%, passou para 10%. Armários, sofás e móveis, que estavam em 50%, agora estão em 25%. Precisamos avançar mais rápido”, disse.
Alckmin também comentou que não acredita que a designação do secretário de Estado americano Marco Rubio para conduzir as negociações seja um empecilho. “A orientação do presidente Trump foi muito clara: queremos diálogo e entendimento. O Brasil sempre defendeu isso”, afirmou.
Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Alckmin destacou a alegria de retornar ao Santuário e falou sobre o encontro com o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, que celebrou a missa solene da Festa da Padroeira. Ele também comentou sobre a atuação do governo na redução da pobreza e na erradicação da fome, enfatizando a importância de políticas públicas voltadas aos mais vulneráveis.
“Olha, está na Bíblia: tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. Precisamos olhar para aqueles que sofrem. A pobreza diminuiu, saímos do mapa da fome, mas essa é uma tarefa que nunca vai terminar”, afirmou.