Taubaté puxa Vale do Paraíba, que consolida retomada industrial com recordes de exportação em 2025
Taubaté atinge melhor resultado em 12 anos, enquanto São José dos Campos e Pindamonhangaba mantêm posições de liderança no ranking nacional.
O encerramento de 2025 marca um período histórico para o comércio exterior no Vale do Paraíba. Impulsionada pela força do setor automotivo, Taubaté alcançou, entre janeiro e novembro, a marca de U$S 950 milhões em exportações (aproximadamenteR$ 5,27 bilhões).
O desempenho é o melhor registrado pela cidade desde 2013, consolidando sua posição entre os 40 maiores exportadores do Brasil no ano.
A indústria automotiva foi o grande motor dessa ascensão, respondendo por 86% do volume total vendido ao exterior. A Argentina consolidou-se como o principal parceiro comercial, absorvendo 44% da produção exportada, seguida pelo México (19%) e Estados Unidos (5,5%).
O otimismo de Taubaté é compartilhado por outras potências industriais da região, que também apresentaram números robustos em 2025:
São José dos Campos mantém sua hegemonia regional e estadual.
Entre janeiro e agosto de 2025, o município já havia exportado mais de US$ 3,9 bilhões, um crescimento de 21,9% em relação ao ano anterior. O setor aeroespacial continua sendo o pilar das vendas externas joseenses, mantendo a cidade na 4ª posição do ranking de exportações do estado de São Paulo.
Pindamonhangaba superou a marca de US$ 1 bilhão em exportações até novembro de 2025.
Com foco em produtos como chapas de alumínio, óleos de petróleo e tubos de ferro ou aço, Pinda ocupa a 12ª posição no ranking paulista e a 54ª no cenário nacional. China e Estados Unidos figuram como os principais destinos da produção local.
RECUPERAÇÃO E PERSPECTIVAS
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que a região superou as oscilações da última década.
Para Taubaté, o salto é notável: em 2023, as exportações somaram U$S 368,5milhões, subindo para US$ 588,2 milhões em 2024 antes de atingir o patamar atual.
A Prefeitura de Taubaté atribui o sucesso à retomada estratégica do setor industrial e ao fortalecimento das relações comerciais nas Américas.
Como os dados computados referem-se ao período até novembro, a expectativa é que o balanço final de 2025 apresente números ainda mais expressivos após a contabilização de dezembro.
NOVOS INVESTIMENTOS PARA 2026
O horizonte econômico de Taubaté para 2026 projeta um salto ainda maior com o anúncio do prefeito Sérgio Victor (Novo) e o vice-governador, Felicio Ramuth (PSD), de um acordo para a instalação de uma nova indústria no município com investimento estimado em R$ 1 bilhão.
O anúncio foi formalizado em vídeo gravado no Palácio dos Bandeirantes, destacando que as operações da nova unidade devem começar já no início de 2026. Embora o nome da empresa tenha sido inicialmente mantido em sigilo por questões estratégicas e contratuais, o aporte é visto como um pilar fundamental para a geração de novos empregos e o fortalecimento do PIB local.
Sérgio Victor também celebrou, na semana passada, a aprovação do Governo Federal para que Taubaté seja aceito no Programa de Equilibro Fiscal (PEF).
A entrada no programa é a solução definitiva para o endividamento crônico da cidade, que acumulava mais de R$ 280 milhões em dívidas não pagas com a União referentes a empréstimos internacionais.
"Taubaté dá passos firmes para o futuro. Esse aceite reconhece o esforço que estamos fazendo para colocar a casa em ordem e garantir que serviços essenciais não sejam interrompidos", declarou o prefeito em suas redes sociais.
A possibilidade de o investimento ser destinado a uma nova fábrica da Coca-Cola ganhou força nos bastidores.
A gigante de bebidas já havia manifestado interesse em investir cerca de R$ 1 bilhão em uma nova unidade no interior de São Paulo, com previsão de início das obras justamente para 2026. Embora a prefeitura ainda não tenha confirmado oficialmente o nome da multinacional, as negociações coordenadas junto ao Governo do Estado reforçam a expectativa de que Taubaté tenha vencido a disputa pela planta logística ou de produção da marca.
Além da especulação sobre a Coca-Cola, circulam informações sobre a possível vinda ou expansão de outras unidades industriais, como a CSN Prada Embalagens, que estaria em processo de reviravolta nas tratativas para se consolidar na cidade.