Trabalhadores da Novelis fazem protesto um mês após a morte de metalúrgico
Técnico de manutenção morreu após acidente de trabalho
Um mês após a morte do técnico de manutenção Hallan Galvão Alves em um acidente de trabalho, funcionários da Novelis, em Pindamonhangaba, paralisaram a produção em protesto nesta quinta-feira, 15.
O ato durou 60 minutos e contou com a participação de todos os trabalhadores da unidade, estando programada para acontecer nos três turnos.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, a manifestação aponta uma série de erros relacionados ao acidente, como a paralisação do veículo que vitimou Hallan e os procedimentos para a apuração do que gerou a fatalidade, como destaca o presidente do Sindicato, André Oliveira.
“Tivemos que brigar para que esse veículo e os outros quatro do mesmo modelo fossem interditados e temos denúncias de que houve movimentação. Teve a visita do fabricante e o Sindicato não pôde acompanhar”, pontuou.
Outras situações críticas apontadas por trabalhadores e pela entidade sindical foram as condições dos veículos, que apresentavam panes elétricas com frequência, além do excesso das jornadas de trabalho.
O ato foi apoiado pelos sindicatos dos Metalúrgicos de Taubaté, dos Condutores do Vale do Paraíba, da Construção Civil de São José dos Campos, de Jacareí e da Subsede da CUT Vale do Paraíba.
A Novelis atua no ramo do alumínio e emprega 1.500 trabalhadores em Pindamonhangaba.