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Economia

Trabalhadores da GM em São José dos Campos aprovam PLR de R$ 20,7 mil após ameaça de greve

Valor será pago em duas parcelas e primeira parte começa a ser creditada em maio; mobilização da categoria pressionou empresa a rever proposta inicial

Da redação | Data: 24/04/2026 08:44

Os funcionários da fábrica da General Motors (GM), em São José dos Campos, aprovaram em assembleias realizadas nesta quinta-feira, 23, o acordo para o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) referente ao ano de 2026, segundo o sindicato dos Metalúrgicos.

O pacote totaliza R$ 20.780 por funcionário e foi definido após um período de negociações intensas entre os trabalhadores e a montadora.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, o resultado foi alcançado após a empresa recuar de uma proposta inicial que previa metas consideradas inatingíveis, principalmente no critério de absenteísmo.

Na semana passada, a categoria havia aprovado um aviso de greve, medida que aumentou a pressão sobre a direção da empresa e contribuiu para a revisão da proposta apresentada pela GM.

De acordo com o cronograma definido no acordo, o pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela, no valor de R$ 12.500, será creditada já no mês de maio. A segunda parcela corresponde ao valor restante e dependerá do atingimento de metas estabelecidas, com previsão de pagamento em janeiro de 2027.

A expectativa é de que apenas a primeira parcela injete cerca de R$ 40 milhões na economia local de São José dos Campos, com impacto direto no comércio e em diversos setores de serviços.

O Sindicato dos Metalúrgicos reiterou que mantém posição contrária à vinculação de metas nos acordos de PLR, embora reconheça que a prática é prevista pela Lei nº 10.101/2000, que regulamenta a participação nos lucros e resultados entre empresas e trabalhadores.

Para a entidade, a mobilização da categoria foi determinante para que a montadora reconsiderasse as exigências iniciais e apresentasse uma proposta considerada mais viável pelos funcionários.

A aprovação encerra, por enquanto, o clima de tensão entre trabalhadores e empresa e evita uma paralisação na unidade de São José dos Campos, uma das principais fábricas da GM no país.

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