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Região

São José dos Campos intensifica combate ao Aedes aegypti

Avaliação de densidade larvária percorre mais de 17 mil imóveis até o fim de janeiro

Isabella Pelogia | Data: 06/01/2026 15:56

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou na última segunda-feira (5) a avaliação de densidade larvária do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. A ação, realizada trimestralmente, segue até o dia 31 e abrangerá todas as regiões da cidade.

Estão previstos 3.137 quarteirões, com vistoria em 17.709 imóveis distribuídos em 42 áreas cadastradas. Em cada quarteirão será pesquisado o número de imóveis necessários para atingir a amostragem, permitindo identificar os locais prioritários e planejar melhor as ações preventivas.

Na região da Vila Letônia, moradores receberam as equipes logo pela manhã. Jandira Penteado da Cunha, da Vila Nair, destacou a importância da iniciativa:

“Mesmo cuidando da casa, às vezes passa alguma coisa despercebida. Já tive dengue duas vezes e sei o quanto não é fácil. Por isso nunca nego a vistoria, porque sei que é para o bem de todos.”

O agente de endemias Augusto Cesar de Menezes Benevides reforçou que durante as visitas são inspecionados ralos, plantas e calhas, além de orientações sobre prevenção e sintomas da doença.

O município registrou em 2025 uma redução de 95% nos casos de dengue em relação ao ano anterior. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 50, os casos confirmados caíram de 98.163 (em 2024) para 5.529, enquanto os óbitos diminuíram de 116 para apenas 5.

Ações contínuas

Além das visitas domiciliares, o combate à dengue é reforçado com:

  • Uso de drones e carro antidengue
  • Distribuição de repelentes
  • Contratação de dedetizadores
  • Utilização de tablets pelos agentes
  • Operação Casa Limpa, que semanalmente recolhe objetos que podem acumular água

As equipes também promovem campanhas educativas e ações de controle de criadouros.

A orientação é, nos dias mais quentes e chuvosos, é essencial redobrar os cuidados:

  • Evitar pratinhos sob vasos de plantas
  • Manter caixas-d’água e reservatórios bem tampados
  • Eliminar qualquer possível criadouro

Em caso de suspeita, a população pode acionar a Central 156 (telefone, site ou aplicativo).

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