São José dos Campos intensifica combate ao Aedes aegypti
Avaliação de densidade larvária percorre mais de 17 mil imóveis até o fim de janeiro
A Prefeitura de São José dos Campos iniciou na última
segunda-feira (5) a avaliação de densidade larvária do Aedes aegypti, mosquito
transmissor da dengue, chikungunya e zika. A ação, realizada trimestralmente,
segue até o dia 31 e abrangerá todas as regiões da cidade.
Estão previstos 3.137 quarteirões, com vistoria em 17.709
imóveis distribuídos em 42 áreas cadastradas. Em cada quarteirão será
pesquisado o número de imóveis necessários para atingir a amostragem,
permitindo identificar os locais prioritários e planejar melhor as ações
preventivas.
Na região da Vila Letônia, moradores receberam as equipes
logo pela manhã. Jandira Penteado da Cunha, da Vila Nair, destacou a
importância da iniciativa:
“Mesmo cuidando da casa, às vezes passa alguma coisa
despercebida. Já tive dengue duas vezes e sei o quanto não é fácil. Por isso
nunca nego a vistoria, porque sei que é para o bem de todos.”
O agente de endemias Augusto Cesar de Menezes Benevides
reforçou que durante as visitas são inspecionados ralos, plantas e calhas, além
de orientações sobre prevenção e sintomas da doença.
O município registrou em 2025 uma redução de 95% nos casos
de dengue em relação ao ano anterior. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 50,
os casos confirmados caíram de 98.163 (em 2024) para 5.529, enquanto os óbitos
diminuíram de 116 para apenas 5.
Ações contínuas
Além das visitas domiciliares, o combate à dengue é
reforçado com:
- Uso
de drones e carro antidengue
- Distribuição
de repelentes
- Contratação
de dedetizadores
- Utilização
de tablets pelos agentes
- Operação
Casa Limpa, que semanalmente recolhe objetos que podem acumular água
As equipes também promovem campanhas educativas e ações de
controle de criadouros.
A orientação é, nos dias mais quentes e chuvosos, é
essencial redobrar os cuidados:
- Evitar
pratinhos sob vasos de plantas
- Manter
caixas-d’água e reservatórios bem tampados
- Eliminar
qualquer possível criadouro
Em caso de suspeita, a população pode acionar a Central 156
(telefone, site ou aplicativo).