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Região

Qualidade do ar em Taubaté atinge níveis preocupantes com avanço das queimadas no Brasil

A qualidade do ar em Taubaté piorou devido à fumaça de queimadas em várias regiões do Brasil, atingindo níveis prejudiciais à saúde. A alta concentração de partículas inaláveis finas (MP2,5) gerou alertas para complicações respiratórias

Marcelo Caltabiano | Data: 06/09/2024 20:35

Na última semana, o Taubateano ficou de baixo de fumaça, enfrentando uma piora na qualidade do ar, em consequência das queimadas que ocorrem em diversas partes do estado de São Paulo, além de regiões como Amazônia, Pantanal e Minas Gerais. De acordo com dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), o ar respirado pelos moradores da cidade foi classificado como "ruim" em diversos dias.

Segundo o relatório da CETESB, na terça-feira, 3 de setembro, a qualidade do ar já havia atingido níveis alarmantes. O índice de partículas inaláveis finas (MP2,5) foi o principal responsável por essa classificação, devido à presença de material particulado, composto por poeiras, fumaças e outras substâncias suspensas na atmosfera. Esses poluentes são emitidos por fontes como veículos automotores, processos industriais e, especialmente, queimadas.

O pior dia da semana foi registrado na quinta-feira, 5 de setembro, quando o índice de MP2,5 chegou a 88 µg/m³, enquadrando a qualidade do ar como "ruim", de acordo com a escala do órgão. Para comparação, o nível considerado "bom" varia de 0 a 40 µg/m³, enquanto o "moderado" vai de 41 a 80 µg/m³. As partículas inaláveis finas (MP2,5) são aquelas com diâmetro menor ou igual a 2,5 µm, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório, chegando aos alvéolos pulmonares, o que pode causar sérios problemas de saúde.


Condições climáticas agravam a situação

A concentração de poluentes na atmosfera é amplamente influenciada pelas condições meteorológicas, e a atual época do ano agrava o problema. Durante o inverno, em São Paulo, a ocorrência de inversões térmicas – quando uma camada de ar quente impede a dispersão dos poluentes – é comum, resultando em maior retenção de material particulado. Além disso, a baixa umidade do ar intensifica o risco de complicações respiratórias, como ressecamento das mucosas, irritação nos olhos e sangramento nasal.

Com umidade relativa do ar variando entre 20% e 30%, autoridades recomendam que a população evite atividades físicas ao ar livre entre 11h e 15h, além de adotar medidas como umidificar os ambientes internos. Quando a umidade cai abaixo de 20%, as orientações são ainda mais restritivas, como a suspensão de exercícios ao ar livre entre 10h e 16h.

Riscos à saúde e medidas preventivas

Especialistas alertam para os perigos das partículas inaláveis, principalmente para grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Além dos problemas respiratórios, a exposição prolongada a altos níveis de poluição pode levar a doenças crônicas, como asma e bronquite.

Diante da persistência da má qualidade do ar, as autoridades de saúde recomendam que a população aumente o consumo de água, utilize colírios para proteger os olhos e evite ambientes fechados e aglomerados.

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