O taubateano está respirando mal, é o que diz dados da CETESB
Os dados apresentados pelo órgão, nesta segunda-feira, 09, indicam para Taubaté a classificação N3, que é a considerada ruim
A qualidade do ar em Taubaté continua ruim, segundo a CETESB, órgão que mede a qualidade do ar no estado de São Paulo. Os dados apresentados pelo órgão, nesta segunda-feira, 09, indicam para Taubaté a classificação N3, que é a considerada ruim.
O índice MP2.5 que relacionado a fumaça que tomou conta da região está medindo 90 µg/m³ que entra no índice ruim, segundo a escala apresentada pela CETESB o nível ruim vai de 81 a 120, já o considerado bom vai de 0 a 40 e moderado a contagem segue do 41 ao 80µg/m³.
No domingo, 8, quem olhava no horizonte de Taubaté via um ar “sujo” e os dados da CETESB revelaram que de fato o dia com o pior ar na ultima semana foi neste domingo, por dois pontos a cidade não entrou no índice como ar muito ruim, a média do domingo, 8, na cidade de Taubaté foi 118 µg/m³.
Observando os dados disponibilizados de hora em hora pela CETESB é possível averiguar que a segunda-feira é com um índice beirando o “muito ruim” a última medição publicada às 16 horas revelava que a qualidade do ar estava em 94 µg/m³.
Condições climáticas agravam a situação
Especialistas, como o professor Willian Ferreira, da UNITAU e pesquisador do INPE, alertam que a situação não é nova, mas que tem se intensificado nas últimas décadas. A combinação de mudanças no uso do solo, o descuido humano e as condições climáticas, como a seca prolongada, está elevando o número de focos de incêndio e contribuindo para o transporte de fumaça por grandes distâncias, atingindo cidades do Vale do Paraíba, como Taubaté.
Esse momento é atípico, em vários sentidos, mas principalmente porque estamos passando por um ano com uma seca muito acima da média, é o que explica o especialista em desastres naturais Vitor Zanetti, da empresa Imagem Geosistemas, “gente se afogou no Rio Grande do Sul e agora estamos morrendo de sede em uma boa parte do Brasil, especialmente na região norte do país, com níveis de seca na metade do que deveriam e isso na verdade causa esse problema que nós estamos tendo(...)a gente tem um cenário muito ruim aí muito propício para essa projeção de incêndios que a gente está vendo”.
A concentração de poluentes na atmosfera é amplamente influenciada pelas condições meteorológicas, e a atual época do ano agrava o problema. Durante o inverno, em São Paulo, a ocorrência de inversões térmicas – quando uma camada de ar quente impede a dispersão dos poluentes – é comum, resultando em maior retenção de material particulado. Além disso, a baixa umidade do ar intensifica o risco de complicações respiratórias, como ressecamento das mucosas, irritação nos olhos e sangramento nasal.
Com umidade relativa do ar variando entre 20% e 30%, autoridades recomendam que a população evite atividades físicas ao ar livre entre 11h e 15h, além de adotar medidas como umidificar os ambientes internos. Quando a umidade cai abaixo de 20%, as orientações são ainda mais restritivas, como a suspensão de exercícios ao ar livre entre 10h e 16h.
Riscos à saúde e medidas preventivas
Especialistas alertam para os perigos das partículas inaláveis, principalmente para grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Além dos problemas respiratórios, a exposição prolongada a altos níveis de poluição pode levar a doenças crônicas, como asma e bronquite.
Diante da persistência da má qualidade do ar, as autoridades de saúde recomendam que a população aumente o consumo de água, utilize colírios para proteger os olhos e evite ambientes fechados e aglomerados.