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Economia

Acordo libera produção de foguetes e rompe greve na Avibras

Trabalhadores da Avibras aprovam acordo para produção de foguetes e recebimento de salários

Marcelo Caltabiano | Data: 11/05/2023 13:36

Metalúrgicos da Avibras aprovaram, em assembleia na quarta-feira, 10, a proposta da empresa para liberação da entrada de 100 trabalhadores para a produção de 72 foguetes comprados pelo Exército Brasileiro. Em contrapartida, a empresa se compromete a pagar três meses de salários, que estavam atrasados desde outubro.

Os 100 funcionários, dos 1300, que estão em greve, retornarão à fábrica já nesta quinta-feira, 11, como parte do acordo aprovado. Os nomes dos que vão trabalhar foram enviados ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que fará o controle e fiscalização na porta da fábrica todos os dias. A greve dos cerca de 1.300 trabalhadores, foi iniciada em setembro de 2022, continua até que todos os salários sejam regularizados.

De acordo com a proposta da empresa apresentada ao Sindicato, existe a previsão de contrato de R$ 216 milhões com Ministério da Defesa. Para a produção dos foguetes, serão liberados R$ 23 milhões em caráter emergencial.

As aquisições, no entanto, serão pagas após 20 ou 30 dias depois da entrega do produto. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos estiveram ontem em Brasília, e cobraram, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que o governo federal se empenhe para antecipar o pagamento.

Segundo a entidade sindical, antecipação será fundamental para dar um fôlego aos trabalhadores, que passam por grave situação financeira.

O acordo aprovado na assembleia de hoje prevê:
Pagamento de três folhas salariais, logo após o recebimento dos valores referentes à compra emergencial feita pelo Exército.
Pagamento de uma folha salarial, logo após o recebimento referente ao Programa C-64.
Para execução do trabalho, será necessária a entrada na fábrica de cerca de 100 trabalhadores.

“Esse contrato com o governo é muito importante, mas isso não basta. O dinheiro tem de ser liberado o quanto antes. Continuaremos com nossas mobilizações para pressionar o governo federal a garantir a regularização dos salários de todos os trabalhadores e, por fim, para que estatize a Avibras”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.


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