Confira fotos e vídeo do cortejo inaugural que movimentou o centro de Taubaté na abertura da 64ª Festa do Folclore
Evento teve início neste sábado, 23, com apresentações no centro da cidade
A 64ª Festa do Folclore de Taubaté começou neste sábado, 23, com o cortejo que reuniu grupos culturais no centro da cidade. A saída foi na Praça Santa Terezinha e a chegada na Praça Dom Epaminondas, onde houve apresentações de Congada, Moçambique, Maracatu, Dança Cigana, Capoeira, Maculelê e Afoxé.
A secretária de Cultura de Taubaté, Aline Damásio, destacou a importância do momento de abertura. “As expectativas são sempre as melhores. A gente já começa hoje com chave de ouro no nosso cortejo, com os grupos trazendo um pouquinho do que nós viveremos no próximo final de semana”, afirmou.
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Segundo ela, o cortejo não terá mais o trajeto até a Imaculada. “Os próprios mestres entenderam que, com as crianças e também com os mestres mais idosos, ficaria um pouco mais difícil fazer esse trajeto, que é maior. Então criamos um outro sistema, mas também para dar mais visibilidade a esses grupos na praça”, explicou.

Aline também ressaltou a inserção da cultura popular nas escolas municipais. “A novidade desta festa é a ação envolvendo a educação. Inserimos o encontro de mestres com alunos e educadores da rede pública. A cultura popular faz sentido porque é nossa identidade, mas precisa ser transmitida e entendida”, disse.
Entre os grupos presentes, o Maculelê teve participação marcada pela fala da mestranda Regiane, conhecida como Soneca, do grupo Zumbiarte. “Pra nós é de grande importância, porque é o resgate da nossa cultura popular e do nosso folclore, que faz parte do nosso país. É uma maneira de manter essa tradição, passando de geração em geração”, afirmou.
Ela também destacou que as aulas acontecem em diversos bairros de Taubaté e outras cidades da região. “Estamos em Taubaté, Redenção da Serra, Ubatuba e Tremembé. É um trabalho espalhado pelo Vale do Paraíba inteiro. Qualquer dúvida, temos as nossas redes sociais: Zumbi Arte Capoeira”, explicou.
Outro grupo presente no cortejo foi o Baque Mulher. Uma das integrantes explicou a origem e a proposta do movimento. “O Baque Mulher faz parte de um movimento de empoderamento feminino, que tem várias filiais espalhadas pelo Brasil e até no exterior. Usamos o Maracatu como ferramenta de luta contra o racismo, a homofobia e a violência contra as mulheres. O Baque Mulher é um espaço de empoderamento feminino”, disse.

Ela também destacou a importância da participação na abertura da festa. “É um cortejo histórico, que já acontece há décadas. Para nós é uma forma de reverenciar os mais velhos, as pessoas que vieram antes e abriram caminhos para que hoje possamos estar aqui fazendo essa celebração e essa festa”, completou.
A Festa do Folclore segue até o próximo final de semana, entre 29 e 31 de agosto, em frente à Casa do Figureiro, na rua dos Girassóis. A edição deste ano é em homenagem a Maria Luíza Santos Vieira, uma das fundadoras do evento, falecida em 10 de agosto, aos 88 anos.
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