Assista o curta “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá”
Produção do portal T7 News faz parte da celebração do Dia da Consciência Negra
Uma das manifestações culturais mais tradicionais da Região Metropolitana do Vale do Paraíba atravessou mares e ecoa com força há mais de 200 anos no Jardim Tamandaré, em Guaratinguetá.

O pulsar forte dos tambores, o canto potente e a dança alegre do Jongo do Tamandaré não ficou restrito a comunidade, localizada à beira da rodovia Presidente Dutra, e ganhou notoriedade em inúmeros lugares pelo Brasil.

Ainda que servindo de inspiração para a criação de outros grupos, os jongueiros do Tamandaré se orgulham de ser a raiz da manifestação cultural trazida ao Vale do Paraíba por pessoas negras que vieram para cá como mão de obra escravizada para trabalhar nas fazendas de café e se estabeleceram naquela comunidade.

Neste dia 20 de novembro, quando lembramos o Dia da Consciência Negra no Brasil, o portal T7 News apresenta o curta documentário “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá".
A história é contada por Lúcia Maria de Oliveira, Edna Maria de Oliveira e André Luiz de Oliveira, respectivamente, filhas e neto de Maria José Martins de Oliveira, a dona Mazé, uma das matriarcas do jongo na comunidade.
Além da chegada da dança ao bairro, abordamos como cada um dos herdeiros de dona Mazé travou contato com a manifestação cultural, como os jovens hoje convivem com o jongo, e a criação da Associação Jongueiros do Tamandaré, fundada em 2002, para buscar um espaço para a realização das rodas de jongo no próprio bairro.
Para além do registro histórico, o “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá” reverencia o trabalho árduo de homens e mulheres para manter viva uma tradição reconhecida muito além dos limites da nossa região.
Se a dança era praticada, inicialmente, nas senzalas, apenas pelas pessoas negras, hoje o jongo "é do povo", como disse o mestre André, e está aberto para pessoas de todas etnias e e que professam diferentes credos.
O curta “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá” está disponível no canal T7 News Jornalismo no YouTube.