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Cultura

Assista o curta “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá”

Produção do portal T7 News faz parte da celebração do Dia da Consciência Negra

Rodrigo Bustamante | Data: 20/11/2023 10:14

Uma das manifestações culturais mais tradicionais da Região Metropolitana do Vale do Paraíba atravessou mares e ecoa com força há mais de 200 anos no Jardim Tamandaré, em Guaratinguetá.


O pulsar forte dos tambores, o canto potente e a dança alegre do Jongo do Tamandaré não ficou restrito a comunidade, localizada à beira da rodovia Presidente Dutra, e ganhou notoriedade em inúmeros lugares pelo Brasil.


Ainda que servindo de inspiração para a criação de outros grupos, os jongueiros do Tamandaré se orgulham de ser a raiz da manifestação cultural trazida ao Vale do Paraíba por pessoas negras que vieram para cá como mão de obra escravizada para trabalhar nas fazendas de café e se estabeleceram naquela comunidade.

Neste dia 20 de novembro, quando lembramos o Dia da Consciência Negra no Brasil, o portal T7 News apresenta o curta documentário “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá".

A história é contada por Lúcia Maria de Oliveira, Edna Maria de Oliveira e André Luiz de Oliveira, respectivamente, filhas e neto de Maria José Martins de Oliveira, a dona Mazé, uma das matriarcas do jongo na comunidade.

Além da chegada da dança ao bairro, abordamos como cada um dos herdeiros de dona Mazé travou contato com a manifestação cultural, como os jovens hoje convivem com o jongo, e a criação da Associação Jongueiros do Tamandaré, fundada em 2002, para buscar um espaço para a realização das rodas de jongo no próprio bairro. 

Para além do registro histórico, o “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá” reverencia o trabalho árduo de homens e mulheres para manter viva uma tradição reconhecida muito além dos limites da nossa região. 

Se a dança era praticada, inicialmente, nas senzalas, apenas pelas pessoas negras, hoje o jongo "é do povo", como disse o mestre André, e está aberto para pessoas de todas etnias e e que professam diferentes credos.

O curta “Jongo do Tamandaré: a cultura negra que resiste em Guaratinguetá” está disponível no canal T7 News Jornalismo no YouTube.


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