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Diário

Três se tornam réus por causa de perseguição que terminou em morte em Caraguatatuba

Vítima, de 21 anos, morreu após perseguição de carro e colisão com van; caso é tratado como homicídio qualificado

Da redação | Data: 06/05/2026 19:37
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Taubaté

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus três jovens suspeitos pela morte do motociclista Carlos Natã Azevedo de Moraes, de 21 anos, em Caraguatatuba. Eles vão responder por homicídio qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O caso aconteceu na madrugada do dia 21 de abril, na Avenida Geraldo Nogueira da Silva, no bairro Indaiá. Segundo a investigação da Polícia Civil, a ocorrência teve início após uma discussão em uma adega na região central da cidade.

De acordo com o inquérito, após o desentendimento, Carlos Natã deixou o local de motocicleta e passou a ser perseguido por um carro ocupado pelos denunciados. Testemunhas relataram que a perseguição ocorreu em alta velocidade e que, momentos antes, o motorista já teria tentado atingir a vítima durante a confusão, sendo contido por pessoas que estavam no local.

Imagens de câmeras de segurança, analisadas pela polícia, mostram o momento em que a motocicleta colide contra a traseira de uma van estacionada. A investigação aponta que o veículo dos suspeitos trafegava próximo à moto, pressionando a vítima na via.

Equipes de resgate foram acionadas, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Um dos réus, de 19 anos, foi preso em flagrante no dia do crime. Em audiência de custódia, ele negou ter perseguido o motociclista e afirmou não ter responsabilidade pela colisão. Apesar disso, a Justiça converteu a prisão em preventiva, considerando a existência de indícios de autoria com base em depoimentos e nas provas reunidas.

O boletim de ocorrência aponta ainda que o investigado teria ameaçado a vítima de morte após a discussão e, em seguida, utilizado um veículo para tentar atingi-la antes de iniciar a perseguição.

O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto a Polícia Civil continua a análise de imagens e depoimentos. O espaço permanece aberto para manifestação das defesas dos réus.

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