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Diário

“Perigo, madeiras em queda”, placa alerta moradores sobre risco oferecido em obra abandonada de Taubaté

Prefeitura diz que vai analisar os riscos

Marcelo Caltabiano | Data: 28/10/2024 20:47

Uma placa chama a atenção de quem passa pela Av. Gabriel Ortiz Monteiro, no bairro Vila Nogueira em Taubaté, em frente à Escola Estadual Professor Cesídio Ambrogi. Na placa a escrita “perigo, madeiras em queda” fica o alerta para quem trafega pela rua a pé, de bicicleta, moto ou carro, ali o movimento é intenso, principalmente nos horários de entrada e saída da escola estadual.

Mas que madeira é essa?

A frase na placa se refere a uma estrutura de madeira que fica na construção de duas torres de apartamentos, as formas de pilar e vigamento para a construção dos andares do prédio abandonado.

No último andar da edificação está a estrutura que da a base para a concretagem dos andares do edifício, ela é feita de madeira e ferragem e com as chuvas e ventos essa estrutura tem apodrecido e caído. Ao olhar para cima é possível ver a estrutura já pensa para o lado, com risco de a qualquer momento cair.


Segundo o engenheiro Gustavo Guarnieri, Presidente da Associação de Construtoras de Taubaté, do modo que está essa estrutura apresenta risco sim de queda “tem perigo da ferragem cair? Não! Porque está amarrado. Tem perigo desta madeira cair? Tem! Despregar, despregou e caiu um pedaço, estourou uma amarração. Não caí tudo de uma vez como se fosse um dominó, isso não, mas que tem risco tem. Está nítido”.

Ainda segundo Guarnieri “não dá pra perceber, na foto, se as ferragens estão dentro, mas por estar meio penso, pode ser, que elas estejam dentro e veio o vendaval da semana passada e deu uma entortada em todas essas formas, agora se não tiver devidamente amarrado vai cair”


A prefeitura de Taubaté informou que irá fazer uma avaliação dos riscos à segurança e a partir da identificação dos problemas definir as medidas necessárias.

Local problemático 

A construção abandonada pertence a uma empresa que declarou falência. Segundo a prefeitura, o Departamento de Fiscalização de Postura já notificou o proprietário, porém não obteve retorno. O local abriga usuários de drogas e entulhos. 

Em fevereiro deste ano, a Prefeitura acionou o Ministério Público, e o processo encontra-se em segunda instância, aguardando decisão judicial.

Outro problema relacionado a essa edificação é água acumulada na base do prédio, o Centro de Controle de Animais Sinantrópicos (CAS) já esteve no local, realizando a drenagem de água acumulada e inspecionando a presença de larvas do mosquito da dengue, mas nenhuma foi encontrada até o momento.


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