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Diário

Quem é a mulher trans presa em Pindamonhangaba por suspeita de ligação com tráfico internacional

Investigada pela Polícia Federal na Operação Rota Andina, suspeita nega envolvimento e afirma que teve nome usado por traficantes; prisão ocorreu após identificação feita pelo Dope

Da redação | Data: 19/05/2026 23:06
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Taubaté

Uma mulher trans foi presa em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, suspeita de atuar como operadora financeira de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. A prisão foi realizada por policiais da 2ª Delegacia de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil de São Paulo.

Segundo as investigações, a suspeita era procurada pela Justiça Federal com o nome de Luiz Gustavo Corrêa. Antes da decretação da prisão preventiva, ela havia passado por transição de gênero e passou a utilizar o nome social Tatyane Gomes Corrêa, informação que inicialmente não era de conhecimento das equipes responsáveis pela investigação.

Leia mais: Polícia Civil prende mulher apontada como operadora financeira do tráfico internacional de drogas em Pindamonhangaba

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho de inteligência identificou que a investigada vivia em Pindamonhangaba e trabalhava em um salão de beleza. Policiais realizaram campana em frente ao imóvel e efetuaram a abordagem quando ela deixava a residência. Após a prisão, a mulher foi levada para a sede da Divisão de Capturas, onde passou por exame papiloscópico para confirmação da identidade.

O caso está ligado à apreensão de 470 quilos de cocaína transportados em uma aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira em Santa Rita do Araguaia, em Goiás, em abril de 2025. O avião realizou pouso forçado após a abordagem. A partir da apreensão da droga, a Polícia Federal deu sequência às investigações e deflagrou a Operação Rota Andina, que teve 24 alvos.

Segundo os investigadores, o nome de Luiz Gustavo aparecia vinculado a uma empresa apontada como responsável por movimentações financeiras relacionadas à compra da aeronave utilizada no esquema criminoso. A polícia também identificou ligação do nome investigado com uma cooperativa no Rio Grande do Sul que estaria sob análise por movimentações consideradas suspeitas.

Em depoimento, Tatyane negou participação no tráfico internacional de drogas e afirmou que teve os dados utilizados por criminosos sem seu conhecimento.

O delegado Rogério Barbosa afirmou que os levantamentos da equipe indicavam que o nome social já era o mais utilizado pela investigada, apesar de a alteração oficial dos documentos ainda não ter sido concluída.

Segundo o delegado, a suspeita levava uma rotina considerada comum na cidade, trabalhando no salão de beleza, mas a polícia ainda apura possíveis conexões com outras atividades investigadas.

Após audiência de custódia, a mulher deverá ser transferida para um Centro de Detenção Provisória e, posteriormente, encaminhada para Goiás, onde a investigação é conduzida pela Justiça Federal.
Com informações do jornal SBT Brasil

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