Mulher é presa por racismo contra guarda-vidas em Ubatuba
Vídeos analisados pela corporação embasaram enquadramento do caso como crime de racismo; ocorrência segue sob apuração da Polícia Civil.
Uma mulher foi presa por racismo após a confusão registrada na manhã de quinta-feira (8 de janeiro de 2026), na Praia Grande, em Ubatuba. A prisão ocorreu após a análise de novos vídeos que circularam nas redes sociais e foram incorporados à apuração pelas autoridades, segundo informações apuradas pela reportagem.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as imagens mostram ofensas de cunho racista direcionadas a um guarda-vidas temporário durante a ocorrência. Em um dos registros, a mulher chama o profissional de “macaco”, expressão reconhecida pela legislação e pela jurisprudência como injúria racial, equiparada ao crime de racismo.
A avaliação jurídica da doutora Ana Carolina Pereira de Oliveira apontou que o conteúdo dos vídeos caracteriza o crime previsto na legislação brasileira. Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando a conduta imprescritível e inafiançável.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o episódio ocorreu durante ações da Operação Verão. A mulher procurou os guarda-vidas informando que o filho estaria momentaneamente desaparecido. No momento, o profissional atendia uma ocorrência de emergência no mar. A situação evoluiu para hostilizações verbais, confronto físico e intervenção da Polícia Militar para conter os envolvidos.
A ocorrência foi apresentada à Delegacia de Polícia de Ubatuba, que segue com a apuração do caso, incluindo a análise das imagens e os depoimentos. O Corpo de Bombeiros informou que acompanha o andamento das investigações e colabora com as autoridades.