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Diário

Acusado de matar Sarah Picolotto foge após ser solto e Justiça decreta prisão temporária

Tribunal acatou recurso do Ministério Público e decretou prisão temporária de Alessandro Neves dos Santos, que não foi encontrado após deixar a delegacia.

Da redação | Data: 19/08/2025 14:40
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Taubaté

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decretou nesta terça-feira, 19, a prisão temporária de Alessandro Neves dos Santos, de 24 anos, acusado de matar a jovem Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 21 anos, em Ubatuba. A decisão foi tomada após recurso do Ministério Público contra a soltura do investigado, mas o acusado não foi encontrado e é considerado foragido.

Sarah desapareceu na madrugada de sábado, 10, depois de sair com amigos em Ubatuba. O corpo da jovem foi localizado seis dias depois em uma área de mata no bairro Rio Escuro. A vítima apresentava sinais de enforcamento e estava parcialmente encoberta por vegetação.

Alessandro confessou o crime em depoimento e levou os policiais até o local onde havia ocultado o corpo. Ele relatou que enforcou a vítima em sua residência e arrastou o corpo até a mata, tentando escondê-lo. A investigação também apura a participação de outras pessoas, uma vez que há registros em vídeo que mostram a jovem em situação de vulnerabilidade antes de ser morta.

Apesar da confissão, o suspeito foi liberado no mesmo dia da prisão, após audiência de custódia, quando a 2ª Vara de Ubatuba negou o pedido de prisão temporária. Na ocasião, a Justiça alegou que a prisão é uma medida excepcional e destacou que Alessandro havia demonstrado “postura colaborativa”. O tribunal também autorizou medidas alternativas, como buscas e apreensões, quebras de sigilo e interceptações telefônicas.

A decisão gerou forte indignação em Ubatuba e motivou a promotora de Justiça Heloíse Maia da Costa a recorrer, argumentando que a liberdade do investigado colocava em risco as investigações. O Ministério Público defendeu que, solto, Alessandro poderia interferir na coleta de provas e até coagir testemunhas.

O recurso foi analisado pelo Tribunal de Justiça, que acolheu o pedido e decretou a prisão temporária por 30 dias, prorrogáveis. Na decisão, os desembargadores destacaram que há “indícios mais do que suficientes” de autoria do crime de homicídio qualificado, previsto no artigo 1º, inciso III, “c”, da Lei nº 7.960/89.

No entanto, desde que deixou a delegacia, Alessandro não foi mais localizado. A Polícia Civil agora tenta encontrar o suspeito, que é considerado foragido.

 Linha do tempo do caso:

  • 10 de agosto (sábado) – Sarah Picolotto desaparece em Ubatuba, após sair com amigos.
  • 15 de agosto (quinta-feira) – Alessandro é preso e confessa o crime, levando a polícia até o corpo da vítima no bairro Rio Escuro.
  • 15 de agosto (quinta-feira) – Na audiência de custódia, a 2ª Vara de Ubatuba nega pedido de prisão temporária e manda soltar o investigado.
  • 18 de agosto (segunda-feira) – O TJSP publica nota explicando a negativa, afirmando que a prisão é medida excepcional.
  • 19 de agosto (terça-feira) – Após recurso do Ministério Público, o TJ decreta a prisão temporária de Alessandro por 30 dias. O acusado não é localizado e passa a ser considerado foragido.
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