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Diário

Como funciona um radar metereológico na emissão de alertas

Equipamento emite pulsos, “vê” a chuva em minutos e apoia alertas no Litoral Norte.

Francisco Trevisan | Data: 08/11/2025 09:13
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Taubaté

O radar meteorológico é um transmissor de micro-ondas que envia pulsos ao céu e mede o eco de volta. Quando o feixe encontra gotas de chuva, granizo ou neve, parte da energia retorna à antena. O sistema calcula distância e intensidade pelo tempo de ida e volta e pela potência do eco.

O produto básico é a refletividade (dBZ), que indica quão forte está a precipitação: valores baixos sugerem garoa; altos, temporais com núcleo intenso. Em radares Doppler, a frequência do eco também revela a velocidade radial das partículas, ajudando a identificar ventos fortes, rajadas descendentes e rotação em células de tempestade. Nos modelos duais-polarização, o feixe é emitido em duas orientações, o que melhora a distinção entre chuva, granizo e “ruído” (aves, insetos, relevo).

A varredura ocorre em vários ângulos, formando um volume 3D. A cada ciclo, o software gera imagens atualizadas em minutos, úteis para nowcasting (previsão de curtíssimo prazo) e para acionar sirenes, equipes de campo e bloqueios preventivos. No litoral, o radar permite acompanhar linhas de instabilidade que avançam do mar para a costa e estimar a taxa de chuva por bairro, insumo direto para planos de contingência.


Há limitações. O feixe sobe com a distância por causa da curvatura da Terra, “enxergando” camadas mais altas e podendo subestimar chuva próxima ao solo em áreas muito distantes. Morros geram sombra orográfica. A salinidade e a maresia intensificam atenuação em radares de banda mais alta. Há também clutter (ecos falsos) de relevo e construções, tratado por filtros.

Em Ilhabela, há um radar que cobre o Litoral Norte e apoia o monitoramento de tempestades, rajadas e granizo. As imagens alimentam centrais de operação e a Defesa Civil local, integradas a dados de satélite, estações de superfície, boias e modelos numéricos. Na prática, o equipamento encurta o tempo de resposta: permite emitir alertas com alguns minutos de antecedência, deslocar viaturas, acionar equipes de poda e orientar a população a evitar áreas de risco.

Como interpretar em casa: tons verdes indicam chuva fraca; amarelos/vermelhos, núcleos fortes; “manchas” alongadas que se movem rápido podem ser linhas de instabilidade. Para decisões de segurança, porém, o canal oficial é a Defesa Civil e os alertas de emergência no celular.

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