02 de Abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo
Data instituída em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) Ilumina a Necessidade de Inclusão e Compreensão
Celebrado anualmente em 2 de abril, o Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, com o apoio do Brasil, para promover a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e defender os direitos das pessoas atípicas e combater a discriminação.
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a linguagem, o comportamento e a interação social. Sua manifestação varia amplamente entre os indivíduos, com diferentes níveis de necessidade de suporte, segundo a necessidade de auxílio e autonomia suas atividades cotidianas. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) classifica o autismo em três níveis: Nível 1 (autismo leve), Nível 2 (autismo moderado), Nível 3 (autismo severo).
Disseminar conhecimento sobre o transtorno facilita o diagnóstico e a intervenção precoce, que podem ter um impacto significativo no desenvolvimento a longo prazo. O diagnóstico do TEA exige uma abordagem multidisciplinar, avaliando o impacto do transtorno nas atividades diárias de crianças e adultos.
Segundo a Psicopedagoga Rosana Rabelo, existe a percepção de um aumento nos casos de autismo, que pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a maior visibilidade do tema, impulsionada pela divulgação e conscientização. Além disso, a evolução dos critérios diagnósticos e a crescente aceitação da condição incentivam famílias a buscar diagnósticos e tratamentos precoces, contribuindo para a identificação de mais casos: “Não é que os casos de TEA estejam aumentando efetivamente, eles hoje estão mais visíveis e aceitos.”
A conscientização sobre o autismo é crucial para pressionar as instituições públicas a desenvolverem políticas que atendam às crescentes demandas de diagnóstico e suporte ao TEA.
Como ressalta Rosana Rabelo, este dia nos convida a reconhecer e respeitar a singularidade de cada indivíduo, acolhendo as pessoas atípicas e seus diversos desafios. A inclusão, um direito humano fundamental, é o alicerce para construirmos uma sociedade mais justa e empática.